Capacitação reforça práticas para prevenção de pneumonia associada à ventilação mecânica no HAB
Treinamento reuniu profissionais de enfermagem de diferentes setores e reforçou medidas que contribuem para a prevenção de infecções e para uma assistência mais segura.
Na rotina hospitalar, cuidados que fazem parte do dia a dia das equipes podem ter impacto direto na segurança de pacientes que necessitam de ventilação mecânica. Higienizar corretamente as mãos, realizar a higiene oral, manter a cabeceira elevada quando houver indicação clínica e seguir os cuidados relacionados aos dispositivos são algumas das medidas que ajudam a prevenir a Pneumonia Associada à Ventilação Mecânica (PAV).
Para reforçar essas práticas e manter as equipes atualizadas, o Hospital Adventista de Belém realizou, nos dias 17 e 18 de agosto, uma capacitação voltada à prevenção da PAV. A atividade integra o cronograma de treinamentos da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) e foi desenvolvida em parceria com o Núcleo de Capacitação e Pesquisa (NCP).
O treinamento ocorreu em quatro turmas, duas pela manhã e duas à tarde, e reuniu enfermeiros e técnicos de enfermagem das UTIs adulto e neonatal, unidades de internação e prontos atendimentos adulto e infantil.
Embora a PAV esteja diretamente relacionada principalmente aos pacientes que utilizam ventilação mecânica, a capacitação foi ampliada para profissionais de diferentes setores assistenciais. A proposta foi disseminar o conhecimento, fortalecer as práticas preventivas e contribuir para maior uniformidade na assistência prestada pela enfermagem.
Segundo a enfermeira da CCIH Raquel, responsável pela condução do treinamento, revisitar esses cuidados faz parte de uma estratégia contínua de segurança.
“Mesmo quando os profissionais possuem conhecimento prévio sobre as medidas preventivas, a rotina hospitalar, a complexidade dos pacientes e as diferentes demandas assistenciais podem favorecer a ocorrência de falhas ou a redução da adesão a determinadas práticas”, explica.

Prevenção incorporada à rotina
Durante a capacitação, os profissionais revisaram medidas relacionadas à higienização das mãos, higiene oral, prevenção da broncoaspiração, cuidados durante a aspiração de secreções e manejo adequado do circuito do ventilador mecânico.
Também foram abordadas práticas como a manutenção da cabeceira elevada conforme indicação clínica, o acompanhamento da pressão do cuff — dispositivo responsável por auxiliar na vedação do tubo utilizado para ventilação — e a avaliação diária das condições do paciente para possível redução da sedação ou retirada da ventilação mecânica, quando houver indicação da equipe assistencial.
Mais do que revisar protocolos, o treinamento buscou fortalecer a compreensão sobre a finalidade de cada cuidado e sua relação direta com a prevenção de infecções.
“Esperamos fortalecer principalmente a adesão consciente às medidas preventivas, fazendo com que os cuidados deixem de ser percebidos apenas como etapas de um protocolo e sejam incorporados à rotina profissional”, destaca Raquel.
Esse processo inclui também atitudes como realizar os cuidados de maneira sistemática e manter os registros assistenciais adequadamente, contribuindo para a continuidade e a segurança da assistência.

Educação permanente e segurança do paciente
A Pneumonia Associada à Ventilação Mecânica é uma das infecções relacionadas à assistência que exigem atenção contínua das equipes que acompanham pacientes críticos. Por isso, a prevenção depende não apenas do conhecimento técnico, mas da manutenção diária das boas práticas.
Para a CCIH, treinamentos periódicos contribuem para alinhar condutas, reduzir variações na assistência e manter os profissionais atentos às medidas preventivas mesmo diante da dinâmica e da complexidade da rotina hospitalar.
“Essas capacitações são fundamentais para a educação permanente dos profissionais e para o fortalecimento da cultura de segurança do paciente. A atualização contínua favorece a padronização das condutas, reduz a variabilidade na assistência e aumenta a adesão às boas práticas”, afirma a enfermeira.
No caso da prevenção da PAV, a aplicação adequada dessas medidas contribui para diminuir o risco de infecções e outras complicações que podem interferir na recuperação e prolongar o tempo de internação de pacientes críticos.
Ao manter iniciativas de capacitação integradas à rotina assistencial, o Hospital Adventista de Belém reforça o compromisso com a atualização das equipes, a prevenção de eventos adversos e a melhoria contínua da qualidade do cuidado oferecido aos pacientes.
