Sustentabilidade em série: Rede Adventist Health apresenta práticas ambientais adotadas nas unidades hospitalares do Pará
Instituições adotam práticas sustentáveis e engajam colaboradores para promover o uso consciente da água em meio aos desafios climáticos da Amazônia.
O coração, músculo vital do corpo humano, é composto por 75% de água. Os rins, responsáveis por filtrar o sangue e remover toxinas, têm 86% de sua estrutura formada por água. Já o cérebro — centro do pensamento, da coordenação e da memória — é constituído por 80% de água. Ou seja, a água é indispensável à vida.
Por essa razão, ela é considerada um dos oito remédios naturais promovidos pela filosofia de saúde adventista. Ao lado de práticas como alimentação saudável, exercício físico e confiança em Deus, ela compõe um estilo de vida equilibrado e preventivo — princípio que orienta a atuação da rede de saúde Adventist Health.
E não é apenas o corpo humano que depende dela: a água é igualmente fundamental para o funcionamento dos hospitais. Da higienização das mãos à esterilização de materiais cirúrgicos, passando pela limpeza dos ambientes e a utilização em equipamentos de raio-x, tudo exige seu uso.
A água que gera vida e saúde
Cada cuidado, cada procedimento e cada rotina assistencial dependem da água. Garantir sua disponibilidade e qualidade é uma responsabilidade vital para as instituições de saúde.
“O paciente pode não perceber, mas cada detalhe do cuidado hospitalar passa pela água. Desde a limpeza de um leito até a higienização das mãos antes de um procedimento, tudo depende desse recurso. Por isso, precisamos tratá-lo como um bem precioso”, destaca Sidney Monteiro, coordenador do Serviço de Controle de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde (SCIRAS).
Compromisso institucional e formação da equipe
No Hospital Adventista de Belém (HAB) e no Hospital Adventista de Barcarena (HABA), o uso consciente da água é tratado como uma prática de cuidado coletivo e espiritual. Para além das soluções técnicas, há uma preocupação constante em envolver e formar os colaboradores.
Por meio do Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS) — que regulamenta as boas práticas no manejo dos resíduos hospitalares, conforme a RDC nº 222/18 da Anvisa — o SESMT realiza capacitações frequentes com as equipes assistenciais. Os treinamentos orientam sobre a geração, separação, descarte, transporte e destinação final dos resíduos em todos os setores das unidades.
Essa prática garante segurança sanitária, evita a contaminação do solo e colabora diretamente para a preservação da água.
Outro exemplo de formação foi o 1º Congresso de Enfermagem do Hospital Adventista de Belém, realizado em maio. Durante o evento, a equipe discutiu a prática da enfermagem em conexão com a sustentabilidade na saúde suplementar. Nessas reflexões, os profissionais foram incentivados a perceber como escolhas cotidianas no ambiente hospitalar impactam diretamente a preservação dos recursos naturais.
Enfermagem que cuida do paciente e do planeta
Para Ana Trindade, enfermeira da Educação Permanente, a enfermagem tem papel fundamental na construção de um ambiente hospitalar mais sustentável — e são justamente as pequenas atitudes que fazem a diferença no dia a dia:
“O uso consciente de materiais e insumos, o descarte correto dos resíduos, a redução de desperdícios — seja de medicamentos, energia ou água — e a valorização de práticas seguras que evitam retrabalho e infecções estão diretamente ligados à preservação do meio ambiente. Cuidar da saúde das pessoas também significa cuidar do planeta onde elas vivem, e a enfermagem tem a força de unir esses dois compromissos”, destaca.
Sustentabilidade hídrica: ações implementadas em Belém e Barcarena
O compromisso com a sustentabilidade também se traduz em resultados concretos:
- Captação e reuso de água — sistema 100% implantado em Barcarena e com 30% de implementação em andamento em Belém.
- Sistema de esgoto tratado — 100% implementado em Barcarena, contribuindo para a preservação ambiental da região amazônica.
“Em Barcarena, alcançamos a totalidade da implantação do sistema de reuso de água e do tratamento de esgoto. Isso mostra que é possível oferecer assistência de excelência reduzindo os impactos ambientais”, reforça o engenheiro das unidades hospitalares Belém e Barcarena, André Queiroz.
Da Amazônia para o mundo
Com a COP30 prestes a acontecer em Belém, os hospitais adventistas assumem um papel protagonista ao mostrar que é possível oferecer assistência de qualidade enquanto cuidam da criação divina e respeitam os recursos que sustentam a vida.
Cuidar da água é também cuidar da vida. Integrar sustentabilidade, tecnologia e espiritualidade é parte do compromisso institucional que move as unidades da Rede Adventist Health no Pará. Com essa visão, os hospitais fortalecem o protagonismo da Amazônia como referência em soluções que inspiram o mundo.
No próximo episódio da série
A sustentabilidade continua sendo pauta nas unidades da Rede Adventist Health. No próximo conteúdo, vamos falar sobre coleta e descarte de lixo — e mostrar como o gerenciamento correto dos resíduos hospitalares contribui para a saúde do planeta e para a segurança de todos.