Adventist Health - Unidade Belém

+55 (91) 3084 - 8686

atendimento@hab.org.br
Avenida Almirante Barroso - 1758 Marco Belém - PA. CEP: 66093-904

Agendamento de Consultas e Exames

Clique no ícone!

Agendamento de Consultas e Exames

+55 (91) 3194-1133

Siga-nos

Hospital Adventista de Belém investe em treinamento estratégico para qualificar resposta à emergência pediátrica

Hospital Adventista de Belém investe em treinamento estratégico para qualificar resposta à emergência pediátrica

Capacitação em RCP (Ressuscitação Cardiopulmonar) Pediátrica atualiza equipes do Hospital Adventista de Belém e reforça compromisso com segurança e excelência assistencial.

A mãe chega apressada. O pai segura o filho nos braços. A criança, de pouco mais de um ano, respira com dificuldade. O corpo parece mais mole do que deveria. O olhar já não acompanha o movimento ao redor. Na porta do pronto-atendimento, o tempo muda de ritmo.

Enquanto os pais tentam entender o que está acontecendo, uma equipe precisa agir — rápido, coordenada, segura. Em situações como essa, cada segundo tem peso clínico. E cada decisão pode definir o desfecho.

É exatamente para momentos assim que o Hospital Adventista de Belém tem investido na atualização contínua de seus profissionais.

Nos dias 19 e 24, no Auditório Irineu Stabenow, médicos, enfermeiros e fisioterapeutas participaram do treinamento “Atendimento Inicial da Criança com Parada Cardiorrespiratória, com base nas Diretrizes AHA 2025”, reforçando protocolos, ajustando técnicas e aprimorando a resposta multiprofissional diante de emergências pediátricas.

Atualização que salva vidas

Entre as principais mudanças apresentadas estão a técnica preferencial dos dois polegares para compressão em lactentes e a ênfase na ventilação adequada, pontos que impactam diretamente na sobrevida infantil.

Com experiência na emergência pediátrica, a médica pediatra e emergencista Rafaela Dias Neves , reforçou a importância do reconhecimento precoce, da técnica correta e da tomada de decisão rápida em situações críticas. (Foto: ASCOM/AH Belém)

A pediatra e emergencista Rafaela Dias Neves, que conduziu a capacitação, explica que as atualizações não são apenas ajustes técnicos — elas representam avanço em desfechos reais.

“As novas diretrizes AHA 2025, com a técnica dos dois polegares em lactentes e ênfase na ventilação precisa, elevam a sobrevida infantil em até 20-30% na parada cardiorrespiratória. Na prática, isso significa compressões torácicas mais profundas e eficazes, dobrando o fluxo sanguíneo coronário e cerebral, enquanto a ventilação otimizada previne uma baixa de oxigênio fatal.”

Mais do que saber executar, é preciso reconhecer o momento certo de agir.

No cenário simulado durante o treinamento, um lactente com bradicardia grave — frequência cardíaca inferior a 60 batimentos por minuto — exigia início imediato de RCP, antes mesmo da assistolia.

“Segundos fazem a diferença entre reanimação bem-sucedida e sequelas graves. No Hospital Adventista de Belém, treinamos a equipe para monitorar e agir instantaneamente, transformando bradicardia em ritmo cardíaco viável com compressões e ventilação precisa”, destaca a médica.

Técnica que sustenta o emocional

Atender uma criança em parada cardiorrespiratória mobiliza toda a equipe. O impacto emocional é inevitável. O preparo técnico, porém, se torna a âncora.

“O controle emocional não significa frieza, mas a capacidade de não paralisar diante da gravidade da situação. Quando a equipe domina as diretrizes e têm o treinamento prático enraizado na memória muscular, o cérebro não precisa gastar energia tentando lembrar o que fazer em meio ao caos; ele foca na execução perfeita. A técnica traz clareza mental”, reforça Dra. Rafaela.

Durante as simulações, erros comuns foram identificados e corrigidos — ventilação excessivamente rápida, compressões superficiais ou sem retorno total do tórax. Ajustes que, na prática, fazem diferença entre eficácia e risco.

Outro ponto crítico abordado foi o preparo da adrenalina pediátrica, que exige cálculo por peso e diluição correta.

“Quando unimos a diluição correta com a comunicação em alça fechada, garantimos que a dose exata chegue à veia da criança no tempo exato, eliminando ruídos e prevenindo eventos adversos num momento em que a margem para erro é zero.”

A força da atuação multiprofissional

No atendimento pediátrico de urgência, o cuidado é coletivo.

A fisioterapeuta Lizandra Moraes reforça que ventilação adequada exige precisão técnica e leitura clínica constante.

“Para evitar hipoventilação ou hiperinsuflação, a equipe precisa dominar o posicionamento correto do paciente, saber identificar parâmetros alterados de frequência cardíaca, respiratória e saturação, além de avaliar exames como gasometria quando necessário.”

Segundo ela, uma ventilação eficaz começa com máscara bem posicionada, oferta adequada de oxigênio e ritmo correto da manobra.

“É apertar, soltar, permitir o tempo adequado e reiniciar. Parece simples, mas sob estresse, a técnica precisa estar automatizada.”

Durante a simulação do Código Azul, a comunicação direta e objetiva fez diferença.

“A fisioterapia se integra ventilando da melhor forma possível, mas a comunicação precisa ser clara e concisa. Todos devem entender seu papel.”

Já para a enfermeira Cristiane Cunha, especialista em UTI Pediátrica e Neonatologia, com 14 anos de experiência na instituição, o reconhecimento precoce é determinante.

“O lactente pode apresentar taquicardia devido ao desconforto respiratório. Observamos saturação, cianose e risco de evolução para entubação. Quanto antes começamos a RCP, mais chances o lactente tem de sobreviver sem sequelas.”

A comunicação estruturada durante o preparo da medicação também foi destacada por ela.

“Em um momento de alto estresse, quem administra a medicação fala em voz alta o que está fazendo, o horário e quantas doses já foram feitas. Isso reduz erros e aumenta a segurança.”

Metodologia que transforma teoria em prontidão

O treinamento utilizou simulação realística com cenários progressivos: lactente que descompensa, criança maior em choque séptico, checklist estruturado e prática de comunicação em alça fechada.

Além das simulações práticas, os participantes responderam a um quiz avaliativo, reforçando a assimilação do conteúdo.

Para Rafaela, esse modelo faz toda a diferença.

“A simulação realística nos tira da teoria e constrói memória muscular para enfrentar o estresse do pronto-socorro. Ao treinar cenários práticos, automatizamos nosso checklist de ouro e a comunicação estruturada, reduzindo a carga de estresse na hora da crise. Diante de um paciente real, a tomada de decisão se torna rápida, instintiva e totalmente focada em salvar a criança.”

Participaram profissionais da enfermagem, fisioterapia e demais áreas assistenciais envolvidas no atendimento pediátrico, fortalecendo a integração entre setores e a cultura de resposta rápida.

Segurança que acolhe

Para pais e mães, o hospital é o lugar onde se deposita confiança quando o medo aparece.

Para o Hospital Adventista de Belém, essa confiança precisa ser sustentada por atualização científica, capacitação contínua e trabalho em equipe.

Treinar não é apenas revisar protocolo.

É garantir que, quando a porta do pronto-atendimento se abrir e uma criança precisar de ajuda, exista ali uma equipe preparada, alinhada e pronta para agir.

Porque, em emergência pediátrica, segundos importam.

E preparo salva vidas.

Veja a galeria de fotos!

https://photos.google.com/share/AF1QipOTl1K4d3oth4ZxNBkaIx3KKFo0BPJWTZs-T8OcNZu9V9T_73ZEnu__tiqHS3qofQ?key=UDl6S3lHMFNNTktsdG03a1liNWxfZnR0WHE3cFpR