Hospital Adventista de Belém fortalece saúde do trabalhador com projeto de extensão em fisioterapia
Parceria com o CESUPA integra ensino e prática em ações de ergonomia e prevenção no ambiente hospitalar
O Hospital Adventista de Belém (HAB) iniciou um novo ciclo do projeto de extensão “Fisioterapia na Saúde do Trabalhador”, desenvolvido em parceria com o Centro Universitário do Pará (CESUPA). A iniciativa, realizada desde 2022, promove a atuação prática de acadêmicos de fisioterapia em ações voltadas à ergonomia e à prevenção de agravos ocupacionais entre os colaboradores da instituição.
Durante o período de imersão, os estudantes desenvolvem atividades diretamente nos setores do hospital, aplicando na prática os conhecimentos adquiridos em sala de aula e contribuindo para a promoção da saúde no ambiente de trabalho.
Integração entre ensino e assistência
Coordenado pelo fisioterapeuta do trabalho Luiz Augusto Duarte, o projeto aproxima a formação acadêmica da realidade assistencial, permitindo que os estudantes atuem de forma orientada e supervisionada.
“Na prática, o que fazemos é uma avaliação dos fatores de risco. A partir disso, conseguimos agir de forma direcionada. Quando identificamos um risco moderado a alto, já sinalizamos a equipe para que as medidas necessárias sejam adotadas”, explica.
A proposta também envolve a integração com diferentes setores, como Segurança e Medicina do Trabalho, fortalecendo uma abordagem multiprofissional no cuidado com os colaboradores.
Ações ergonômicas e prevenção no cotidiano hospitalar
Entre as atividades desenvolvidas estão análise ergonômica dos postos de trabalho, orientações posturais, ginástica laboral e ações educativas. As intervenções contribuem para a identificação de riscos associados a movimentos repetitivos, sobrecarga física e permanência prolongada em posições inadequadas.
“Quando essa avaliação é feita de forma contínua, conseguimos identificar precocemente os riscos e intervir com mais rapidez e segurança”, destaca Luiz Augusto.
Além da prevenção de agravos, as ações também promovem pausas estratégicas durante a rotina, com impacto positivo na saúde física e emocional dos colaboradores.
“Parar por alguns minutos, alongar e respirar já traz benefícios importantes. Isso ajuda a reduzir tensões, melhorar a mobilidade e contribuir para o bem-estar no trabalho”, afirma.
Formação prática e desenvolvimento profissional
Para os acadêmicos, a vivência no hospital representa uma oportunidade de desenvolver habilidades técnicas e compreender, na prática, a atuação da fisioterapia voltada à saúde do trabalhador.
“Tem sido uma experiência enriquecedora. A gente entende melhor as limitações dos colaboradores e como podemos contribuir com a saúde deles. O momento que mais me marcou foi poder orientar os exercícios e perceber o impacto disso na qualidade de vida”, relata o estudante Alberto.
A acadêmica Rayla também destaca a importância da experiência no ambiente hospitalar.
“Participar desse projeto tem sido muito enriquecedor. A gente passa a compreender, na prática, a importância da ergonomia, especialmente em um ambiente onde há movimentos repetitivos e posturas inadequadas”, afirma.
Cultura de prevenção e qualidade de vida
Na percepção dos estudantes, a ergonomia e a fisioterapia do trabalho têm papel fundamental na promoção da saúde e na prevenção de lesões.
“A ergonomia permite analisar o ambiente de trabalho e entender as necessidades do colaborador, promovendo ações que ajudam a prevenir problemas e melhorar a qualidade de vida”, pontua Alberto.
Rayla complementa ao destacar que essas ações também impactam o bem-estar emocional.
“Elas contribuem para um ambiente mais adequado às condições dos colaboradores, reduzindo riscos físicos e também o estresse relacionado ao trabalho”, explica.
Ao integrar ensino, prática e assistência, o Hospital Adventista de Belém reforça seu compromisso com a formação de novos profissionais e com a promoção da saúde do trabalhador, contribuindo para um ambiente mais seguro, consciente e alinhado à qualidade do cuidado.