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Sessão clínica reforça cultura de aprendizado contínuo e segurança do paciente no HAB

Sessão clínica reforça cultura de aprendizado contínuo e segurança do paciente no HAB

Segundo episódio promovido pelo NCP discutiu ventilação mecânica e mitigação de riscos, unindo atualização técnica, prática assistencial e visão de hospital-escola.

Há situações dentro do hospital em que cada ajuste importa — e muitas delas passam diretamente pela atuação da fisioterapia no cuidado ao paciente crítico. A inclinação correta da cabeceira, o momento adequado para reduzir a sedação, a higiene oral realizada com frequência, a avaliação segura para o desmame ventilatório. Em pacientes em ventilação mecânica, decisões que parecem pequenas podem interferir diretamente na segurança e na recuperação.

Foi a partir dessa realidade da assistência que o Hospital Adventista de Belém promoveu o segundo episódio da sessão clínica, com o tema “Ventilação Mecânica e a Segurança do Paciente: mitigando risco”.

A iniciativa, conduzida pelo Núcleo de Capacitação e Pesquisa (NCP), integra um calendário mensal de encontros voltados à disseminação de conhecimentos técnicos e científicos relevantes para a prática clínica. A proposta é criar um espaço permanente de troca entre profissionais da saúde, acadêmicos e equipes assistenciais das unidades de Belém e Barcarena, fortalecendo o desenvolvimento profissional e a qualidade do cuidado prestado.

Mais do que um evento técnico, a sessão clínica expressa um movimento institucional mais amplo. Segundo o médico Diego Moraes, coordenador do Núcleo de Capacitação e Pesquisa, uma das principais metas do NCP é fortalecer a cultura de aprendizado contínuo e consolidar o Hospital Adventista de Belém como um verdadeiro hospital-escola, integrando ensino, pesquisa e assistência.

Médico Diego Moraes, coordenador do NCP, durante a sessão clínica realizada no Hospital Adventista de Belém, destacando a importância da educação contínua para a segurança do paciente. (Foto: ASCOM/HAB)

Quando a ventilação mecânica exige mais do que resposta rápida

A ventilação mecânica é um suporte essencial à vida em pacientes com insuficiência respiratória, especialmente em ambientes de terapia intensiva. Embora seja indispensável em muitos contextos, também exige atenção rigorosa da equipe, já que seu uso está associado a riscos que podem comprometer a jornada do paciente quando o manejo não é cuidadosamente monitorado.

Ao conduzir a discussão durante a sessão clínica, o fisioterapeuta Rafael Araújo trouxe um ponto que muda a forma de enxergar essa tecnologia no cuidado.

“A ventilação mecânica é um suporte à vida. Ela não tem propriedade curativa. O ventilador não vai curar ninguém, mas vai sustentar o paciente até que a causa do agravamento seja resolvida.”

A partir desse entendimento, o foco do cuidado deixa de estar apenas no equipamento e passa a estar na forma como ele é utilizado ao longo da internação. Como o próprio profissional destaca, essa é uma intervenção que exige vigilância constante.

“A questão é que ela é antifisiológica. Então, a cada dia de uso, existem riscos associados. O nosso papel, enquanto profissionais, é entender como ela funciona para prevenir esses efeitos adversos e garantir uma jornada mais segura para o paciente.”

Fisioterapeuta Rafael Araújo durante apresentação na sessão clínica, abordando ventilação mecânica e estratégias para mitigação de riscos na assistência ao paciente crítico. (Foto: ASCOM/HAB)

O detalhe que muda o desfecho

Na prática assistencial, a segurança do paciente ventilado não depende de uma única conduta, mas de um conjunto de decisões integradas. São cuidados que acontecem ao longo do dia, muitas vezes de forma silenciosa, mas que fazem diferença direta no desfecho clínico.

Entre os principais pontos de atenção discutidos na sessão estão a manutenção da cabeceira entre 30 e 45 graus, a higiene oral adequada, o controle da pressão do cuff, o posicionamento correto do circuito do ventilador, a mobilização precoce e a condução segura do processo de sedação.

Essas ações, embora rotineiras, exigem alinhamento constante entre as equipes — e é justamente nesse ponto que a capacitação ganha força.

“Resumindo os mais importantes, a gente precisa ter um protocolo bem estruturado de stop de sedação, um protocolo de mobilização do paciente e garantir a higiene oral adequada. Esses são pilares que ajudam a proteger o paciente ventilado.”

Conhecimento aplicado à prática assistencial

Ao escolher a ventilação mecânica como tema do encontro, o NCP levou à discussão um assunto de impacto direto na rotina hospitalar. Em contextos clínicos de maior gravidade, o manejo adequado das vias aéreas, a tomada de decisão diante da insuficiência respiratória e a avaliação criteriosa para o desmame ventilatório exigem integração entre diferentes áreas e atualização constante.

Esse é o caso, por exemplo, de pacientes cirúrgicos com síndrome do desconforto respiratório agudo, de quadros de exacerbação de DPOC com indicação de ventilação não invasiva e de pacientes em desmame difícil após dias de ventilação mecânica. Em todas essas situações, a conduta fisioterapêutica precisa estar alinhada a critérios técnicos, protocolos institucionais e avaliação clínica contínua.

Para Diego Moraes, quando o ensino é baseado em evidências científicas e nas necessidades reais da prática clínica, os profissionais se tornam mais críticos, analíticos e comprometidos com a melhoria contínua. Ele afirma que essa abordagem transforma o aprendizado em um processo vivo, capaz de gerar soluções, aprimorar protocolos e fortalecer a cultura de segurança do paciente.

Multidisciplinaridade que protege o paciente

A discussão sobre ventilação mecânica também reforça um aspecto central da assistência hospitalar: a segurança do paciente depende de decisões compartilhadas, comunicação eficiente e condutas consistentes entre os diferentes profissionais envolvidos no cuidado.

Nesse sentido, a sessão clínica cumpre um papel estratégico ao reunir especialistas para refletir sobre temas de alta relevância e impacto na rotina hospitalar. Ao promover esse diálogo, a instituição fortalece não apenas o domínio técnico das equipes, mas também a capacidade de resposta diante de situações críticas, reduzindo variabilidades e qualificando o processo assistencial.

A proposta está diretamente ligada ao posicionamento do HAB como hospital-escola, fortalecendo a formação de profissionais alinhados à excelência do cuidado.

Fé, ciência e aprendizado a serviço do cuidado

Ao promover encontros que conectam atualização científica, reflexão clínica e alinhamento institucional, o Hospital Adventista de Belém reafirma seu compromisso com uma assistência centrada na pessoa, segura e em constante aperfeiçoamento.

Mais do que compartilhar conteúdo, a sessão clínica fortalece uma cultura em que aprender também faz parte do cuidar. Para Diego Moraes, liderar um núcleo que conecta fé, ciência e aprendizado dentro da instituição representa a oportunidade de integrar razão e propósito, formando profissionais que unem excelência técnica e sensibilidade espiritual. Em uma instituição cuja missão é servir, curar e salvar, essa proposta inspira pessoas a aprender, ensinar e cuidar com compaixão, responsabilidade e amor cristão.