Hospital Adventista de Belém fortalece excelência assistencial com capacitação em liderança para enfermeiros
Treinamento promovido pela Gerência de Enfermagem desenvolveu competências em liderança, tomada de decisão, inteligência emocional e gestão de equipes, contribuindo para uma assistência mais segura, eficiente e centrada nas necessidades do paciente.
Nem sempre as decisões mais importantes dentro de um hospital acontecem diante dos olhos do paciente. Muitas delas surgem nos bastidores da assistência, durante a organização de uma equipe, na definição de prioridades diante de uma intercorrência ou na condução de situações que exigem respostas rápidas e seguras. Nesse contexto, a liderança do enfermeiro exerce um papel fundamental para garantir que o cuidado aconteça com qualidade, segurança e humanização.
Com o objetivo de fortalecer essas competências, a Gerência de Enfermagem do Hospital Adventista de Belém (HAB) promoveu nos dias 08 e 09 de abril, o treinamento Fundamentos da Liderança na Enfermagem, voltado aos enfermeiros da instituição. A capacitação abordou temas como liderança assistencial, tomada de decisão, inteligência emocional, comunicação assertiva e gestão de equipes, reforçando o papel estratégico do enfermeiro na condução do cuidado.
Mais do que desenvolver habilidades gerenciais, o treinamento buscou ampliar a capacidade dos profissionais de liderar equipes, gerenciar situações complexas e promover uma assistência centrada nas necessidades do paciente.
Liderança que impacta o cuidado
No ambiente hospitalar, o enfermeiro ocupa uma posição estratégica na coordenação da assistência. É esse profissional que organiza fluxos, distribui atividades, supervisiona equipes e toma decisões que influenciam diretamente a segurança do paciente e a qualidade dos serviços prestados.
De acordo com a gerente de Enfermagem do HAB, Gisele Souza, fortalecer a liderança dos enfermeiros é uma medida essencial para garantir uma assistência segura e eficiente.
“O enfermeiro é responsável pela administração da unidade, e a maioria das tomadas de decisão parte desse profissional para garantir a segurança na assistência”, explica.
Segundo ela, quando o enfermeiro desenvolve competências de liderança, passa a atuar de forma mais estratégica no planejamento das atividades, na gestão das equipes e na avaliação dos processos assistenciais.
“O enfermeiro capacitado em liderança consegue planejar, tomar decisões assertivas e avaliar a assistência de forma mais eficiente, colaborando diretamente para a melhoria do cuidado prestado ao paciente”, destaca.
Mais preparo para decisões que salvam vidas
Durante a capacitação, os participantes também refletiram sobre os desafios enfrentados diariamente pelos líderes da enfermagem. Entre eles, a necessidade de tomar decisões rápidas em cenários de alta complexidade, lidar com equipes multidisciplinares e gerenciar situações de pressão.
Para o enfermeiro e coordenador do Centro Cirúrgico do HAB, Jaime da Silva Nere, o treinamento reforçou a importância de integrar conhecimento técnico, tomada de decisão e cuidado humanizado.
“O principal aprendizado foi compreender que conhecimento técnico, tomada de decisão rápida e cuidado humanizado precisam caminhar juntos em todos os momentos da assistência. Isso fortalece a segurança do paciente e a qualidade do atendimento”, afirma.
Ele destaca que, em setores de alta complexidade, como o centro cirúrgico, a liderança influencia diretamente a organização do trabalho e a capacidade da equipe de responder de forma segura às demandas assistenciais.
“Uma liderança presente transmite confiança, reduz falhas de comunicação e favorece um trabalho mais harmônico. Quando o líder atua com clareza, respeito e equilíbrio, fortalece a cooperação e cria um ambiente em que todos se sentem responsáveis pela segurança do paciente”, ressalta.
Inteligência emocional como ferramenta assistencial
Outro tema abordado durante o treinamento foi a inteligência emocional, considerada uma habilidade indispensável para profissionais que atuam em ambientes de alta exigência emocional e técnica.
O conteúdo destacou aspectos como autoconhecimento, controle emocional, empatia, comunicação respeitosa e gerenciamento do estresse, competências que contribuem para reduzir conflitos, fortalecer o trabalho em equipe e melhorar a experiência dos pacientes.
Segundo Gisele Souza, a inteligência emocional também tem impacto direto na segurança assistencial.
“O enfermeiro precisa lidar com o controle da sua inteligência emocional e da equipe. Com isso, consegue prever conflitos, identificar situações de insatisfação e desenvolver uma assistência mais humanizada. Aprender a se colocar no lugar do paciente é fundamental”, afirma.
Quando liderar também é cuidar
Ao final da capacitação, a principal mensagem deixada aos participantes foi que a liderança na enfermagem vai além da gestão de pessoas e processos. Ela está presente em cada decisão tomada, em cada orientação oferecida à equipe e em cada ação voltada à segurança e ao bem-estar do paciente.
Para Jaime Nere, uma liderança bem preparada reflete diretamente na forma como o paciente percebe o cuidado recebido.
“O paciente percebe quando a equipe está alinhada, segura e atenta às suas necessidades. Isso aumenta a confiança, reduz o medo e fortalece a qualidade da assistência prestada”, destaca.
Ao investir no desenvolvimento contínuo de seus profissionais, o Hospital Adventista de Belém reforça seu compromisso com a excelência assistencial, a segurança do paciente e a construção de uma cultura organizacional cada vez mais alinhada à missão de servir, curar e salvar.