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HAB celebra legado de três obreiros em cerimônia de jubilação

HAB celebra legado de três obreiros em cerimônia de jubilação

Homenagem a Jedivaldo Garcia, Terezinha Garcia e Sérgio Pasini reconheceu décadas de serviço, as relações construídas ao longo da caminhada e a dedicação à obra médico-missionária adventista.

No palco do auditório do Hospital Adventista de Belém, três trajetórias construídas ao longo de décadas foram representadas por um mesmo gesto: a entrega de uma medalha de reconhecimento. Diante de colegas, amigos e lideranças, Jedivaldo Garcia, Terezinha Garcia e Sérgio Pasini receberam uma homenagem que marcou o encerramento da carreira ativa e o início de uma nova etapa — sem interromper o compromisso com a missão.

A cerimônia de jubilação foi realizada nesta quinta-feira (17), durante uma edição excepcional da Reunião de Motivação para Missão (RMM). Na Igreja Adventista do Sétimo Dia, a jubilação é um momento de gratidão pela história de profissionais que dedicaram a vida ao serviço da obra adventista. A celebração reconhece o legado deixado e as sementes que permanecem nas pessoas e instituições alcançadas durante a caminhada.

Vidas em missão

A programação reuniu louvor, oração intercessora, mensagem espiritual, condecoração e homenagens. Em sua reflexão, o pastor Josué Espinoza, diretor espiritual da Adventist Health Brasil, destacou que o ministério pode ser vivido em diferentes áreas e funções.

Josué Espinoza, diretor espiritual da rede, durante a reflexão apresentada na cerimônia de jubilação dos obreiros. Foto: ASCOM/HAB

“O ministério, seja na área médica ou administrativa, é sempre um chamado de Deus. Ao final da carreira, o nosso coração deve ser grato porque foi Ele quem nos chamou”, afirmou.

Após a mensagem, os três obreiros foram chamados ao palco para receber a condecoração. O momento reuniu lideranças da Adventist Health Brasil e dos hospitais adventistas de Belém e Barcarena, além de profissionais que acompanharam diferentes etapas das trajetórias dos homenageados.

Para o pastor Gilnei de Abreu, presidente da Adventist Health Brasil, reconhecer essas histórias também inspira aqueles que continuam a servir. “É o momento de celebrarmos vidas em missão. Quando olhamos para o legado que nossos colegas deixaram, somos motivados a dedicar a vida à missão do Senhor, com compromisso, dedicação e paixão”, ressaltou.

Gilnei Abreu, presidente da Adventist Health, durante a mensagem dirigida aos obreiros jubilados na cerimônia de homenagem.
Foto: ASCOM/HAB

Uma jornada que também transforma quem serve

Ao recordar os 42 anos dedicados à obra adventista, o jubilado Jedivaldo Garcia, gerente administrativo do Hospital Adventista de Barcarena, falou sobre os lugares onde serviu, os desafios enfrentados e, sobretudo, as mudanças que precisou realizar em si mesmo. De temperamento forte e acostumado à objetividade, ele reconheceu que a convivência e as responsabilidades assumidas ao longo da carreira também o ensinaram a lidar melhor com as pessoas.

“Aqui, tive que aprender a esperar, a ouvir e a pedir desculpas. Mas o mais importante foi entender por que eu estava aqui: para cumprir a missão”, declarou.

Entre as lembranças compartilhadas, Jedivaldo destacou a história de dona Luiza, que trabalhou com ele durante muitos anos. Um simples “feliz sábado” abriu espaço para perguntas, conversas e estudos bíblicos que alcançaram sua família. Para o jubilado, o episódio mostra que a missão também se revela nos gestos cotidianos. “Às vezes, você não precisa falar nada. Pelo seu exemplo e por suas atitudes, pode ser um instrumento para alcançar outras pessoas”, disse.

Ao comparar o início de sua trajetória com a estrutura alcançada atualmente pela instituição, Jedivaldo reconheceu a direção de Deus em cada etapa de crescimento. A jubilação, porém, trouxe sentimentos que caminham juntos: a gratidão pelo reconhecimento e a emoção de encerrar um vínculo profissional construído durante mais de quatro décadas. Agora, ele pretende dedicar mais tempo à esposa, à filha, à neta, aos familiares e ao cuidado consigo mesmo.

Jedivaldo Garcia ao lado da esposa, Terezinha Garcia, durante as homenagens da cerimônia de jubilação. Foto: ASCOM/HAB

Fé e vínculos que permanecem

Já Terezinha Garcia, secretária jubilada da Central de Laudos do Hospital Adventista de Barcarena, também construiu sua história nas duas unidades: foram 30 anos no Hospital Adventista de Belém e cinco no Hospital Adventista de Barcarena. Ao olhar para esse percurso, escolheu resumir a experiência pela gratidão — a Deus, às pessoas que encontrou e às amizades formadas ao longo dos anos.

“É um privilégio. Acredito que é só agradecer a Deus pelas pessoas e pelos amigos, que foram muitos. Tenho certeza de que tudo o que estamos vivendo, a jubilação, é a graça de Deus”, afirmou. Para Terezinha, a fé que orientou sua vida e sua família continua sendo a base para viver o novo tempo.

Sérgio Pasini também expressou gratidão pelos anos de trabalho e pelas amizades construídas. Durante sua homenagem, fez questão de compartilhar o momento com pessoas que participaram de sua jornada. O gesto ampliou o significado da celebração: embora a medalha tenha sido entregue individualmente, cada trajetória foi formada por encontros, aprendizados e vínculos que atravessaram o tempo.

Sérgio Pasini durante a cerimônia de jubilação, ao expressar gratidão pelos anos dedicados à instituição e pelas pessoas que fizeram parte de sua trajetória profissional. Foto: ASCOM/HAB

Gratidão que preserva a memória

A cerimônia também contou com a exibição de um vídeo em homenagem aos jubilados. O diretor-geral dos hospitais adventistas de Belém e Barcarena, Ilvo Coutinho, agradeceu pelos anos de dedicação e entregou presentes como demonstração do carinho e do reconhecimento das instituições.

Ao refletir sobre as trajetórias, Ilvo destacou que os três profissionais acompanharam diferentes fases do desenvolvimento institucional. “Eles começaram em um momento em que o hospital era completamente diferente do que é hoje. Acompanharam várias transformações, trabalharam com diferentes líderes e atravessaram momentos mais fáceis e outros mais difíceis. Permanecer durante tantas décadas na mesma instituição exige muita resiliência, mas acredito que o principal motivo foi o foco na missão”, afirmou.

Para o diretor-geral, o caminho percorrido pelos jubilados também deixa uma referência para os profissionais que continuam construindo sua história nas unidades. “A trajetória deles serve de inspiração para cada um de nós que está ativo hoje. Ela nos ensina a perseverar, independentemente das circunstâncias, e a continuar firmes neste trabalho, nesta obra”, acrescentou.

Ilvo Coutinho, diretor-geral dos hospitais Adventistas de Belém e Barcarena, durante a mensagem de gratidão dedicada aos obreiros jubilados. Foto: ASCOM/HAB

Ao reunir diferentes gerações de profissionais, a jubilação ajudou a preservar uma parte da memória do HAB e mostrou aos colaboradores que a missão de servir, curar e salvar pode ser vivida na assistência, na administração, na liderança e nos relacionamentos construídos diariamente.

Embora a cerimônia tenha marcado o encerramento de um ciclo profissional, as falas dos homenageados e das lideranças apontaram para a continuidade do serviço. Gilnei de Abreu ressaltou que os jubilados passam a viver uma nova etapa, mas a missão permanece. Josué Espinoza encerrou a reflexão com a esperança cristã que deu sentido à homenagem: “Hoje eles receberam uma medalha de reconhecimento, mas, em breve, receberão uma coroa de glória.”

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