Atualização científica fortalece o cuidado integral às mulheres com endometriose no HAB
Equipe de Ginecologia participou de congresso nacional que reuniu especialistas do Brasil e de outros países para discutir avanços no diagnóstico, no tratamento e no acompanhamento da doença.
O cuidado com a endometriose pode ir além da cirurgia ou do tratamento hormonal. Quando a paciente também convive com dor pélvica crônica, diferentes aspectos de sua saúde precisam ser considerados, como alimentação, atividade física, saúde mental e acompanhamento especializado. Essa abordagem integral esteve entre as principais discussões do 10º Congresso Brasileiro de Cirurgia Ginecológica Minimamente Invasiva e Endometriose.
Realizado de 5 a 8 de agosto, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo, o encontro contou com a participação dos ginecologistas do Hospital Adventista de Belém: Mariana Bohne, Ricardo Quintairos, Renata Gama e Cibele Navega.
Organizado pela Sociedade Brasileira de Endometriose (SBE), o congresso reuniu ginecologistas, cirurgiões do aparelho digestivo e outros profissionais envolvidos no cuidado às mulheres com endometriose. A programação também recebeu palestrantes dos Estados Unidos e de países da América Latina, ampliando o intercâmbio sobre evidências e práticas adotadas em diferentes partes do mundo.
Para a chefe de ginecologia do HAB, a ginecologista Renata Gama, disse que a diversidade de experiências apresentadas foi um dos aspectos mais relevantes do encontro.
“O congresso reuniu alguns dos principais profissionais que atuam no tratamento da doença no Brasil e em outros países. Foram apresentados avanços relacionados ao diagnóstico, ao tratamento, ao manejo da dor pélvica crônica e ao cuidado das pacientes”, afirma.
Um olhar mais amplo para a dor pélvica crônica
Um dos temas que mais chamaram a atenção da médica foi a necessidade de compreender a dor pélvica crônica de maneira mais abrangente. A endometriose pode estar associada a esse quadro, mas não é sua única causa. Por isso, a investigação e a definição do tratamento exigem uma avaliação individualizada.
Segundo Renata, as discussões apresentadas no congresso reforçaram que o acompanhamento pode envolver diferentes profissionais, como ginecologista, médico especialista em dor, psicólogo, nutricionista e fisioterapeuta.
“A cirurgia para a retirada dos focos de endometriose ou o tratamento hormonal, quando realizados de forma isolada, podem apresentar limitações. A paciente também precisa de atenção à saúde mental, à alimentação e à prática de atividade física. Esse cuidado multiprofissional foi uma das principais mensagens do congresso”, explica.
Essa perspectiva considera não apenas a doença, mas também os diferentes fatores que podem interferir no bem-estar e na qualidade de vida da mulher. A definição da conduta deve respeitar as necessidades de cada paciente e pode combinar acompanhamento clínico, tratamento hormonal, cuidado multiprofissional e abordagem cirúrgica, quando indicada.
Conhecimento aplicado à assistência
No Hospital Adventista de Belém, a atuação de uma equipe especializada permite que o acompanhamento das pacientes seja conduzido a partir desse olhar ampliado. Os conhecimentos discutidos durante o congresso oferecem novos elementos para a avaliação das condutas e para o aprimoramento contínuo da assistência.
“Buscamos cuidar da paciente de maneira integral, considerando a saúde mental, a alimentação, a atividade física e os demais aspectos que podem interferir em sua qualidade de vida, além de oferecer o tratamento cirúrgico adequado às necessidades de cada mulher”, ressalta Renata.
A participação conjunta dos quatro ginecologistas também favorece a troca de experiências e o compartilhamento dos conteúdos acompanhados no encontro. Entre os integrantes da equipe está o Dr. Ricardo Quintairos, um dos organizadores do congresso e diretor da Sociedade Brasileira de Endometriose.
No HAB há vários anos, o médico atua no tratamento cirúrgico das pacientes com endometriose profunda. Para Renata, sua experiência também contribui para o desenvolvimento da equipe.
“Ao longo desses anos, temos aprendido muito com a experiência do Dr. Ricardo e continuamos compartilhando conhecimentos diariamente. Hoje, contamos com uma equipe estruturada para oferecer um cuidado integral às pacientes”, destaca.
Ao acompanhar discussões científicas de relevância nacional e internacional, os profissionais ampliam o acesso a evidências que podem apoiar decisões clínicas e cirúrgicas mais individualizadas. A participação no congresso reforça, assim, o compromisso do Hospital Adventista de Belém com a educação médica continuada e com uma assistência segura, integrada e centrada nas necessidades de cada paciente.