Treinamento reforça o papel do feedback na liderança e no desenvolvimento das equipes de enfermagem
Capacitação promovido pela Gerência de Enfermagem abordou o feedback como ferramenta estratégica para fortalecer lideranças, aprimorar processos assistenciais e contribuir para uma assistência mais segura e humanizada.
Em um ambiente hospitalar, onde decisões precisam ser tomadas com agilidade e precisão, a comunicação entre os profissionais é um dos fatores que mais influenciam a qualidade da assistência. Comunicar-se de forma clara, respeitosa e construtiva contribui para o desenvolvimento das equipes, fortalece a cultura de segurança e impacta diretamente a experiência do paciente.
Com esse propósito, a Gerência de Enfermagem do Hospital Adventista de Belém (HAB) promoveu o segundo módulo do treinamento Liderança na Enfermagem. Nesta etapa, o tema central foi o feedback, apresentado como uma ferramenta essencial para o desenvolvimento profissional, a melhoria contínua dos processos assistenciais e o fortalecimento das lideranças.
Ministrada pela gerente de Enfermagem dos Hospitais Adventistas Belém e Barcarena, Gisele Souza, a capacitação abordou conceitos, técnicas e estratégias para que os enfermeiros possam utilizar essa prática de forma mais eficaz no acompanhamento e desenvolvimento de suas equipes.
Comunicação que fortalece a assistência
Durante o treinamento, os participantes refletiram sobre o papel do feedback na construção de ambientes de trabalho mais colaborativos, produtivos e alinhados aos padrões de qualidade assistencial.
Segundo Gisele Souza, a escolha do tema para o segundo módulo ocorreu justamente pela relevância da ferramenta na prática da liderança.
“O feedback é uma ferramenta essencial para o desenvolvimento profissional e para a melhoria da qualidade da assistência”, destaca.
Além de contribuir para o crescimento dos colaboradores, essa prática também auxilia na padronização dos processos e no fortalecimento da segurança do paciente.
“Um feedback bem conduzido evita vícios do colaborador, realinha fluxos e padroniza a assistência”, explica a gerente.
Desenvolver pessoas também faz parte do cuidado
A capacitação também abordou os desafios enfrentados pelos enfermeiros ao conduzir conversas de orientação e desenvolvimento com suas equipes.
De acordo com Gisele, essa é uma habilidade que precisa ser desenvolvida ao longo da trajetória profissional, especialmente entre enfermeiros que estão iniciando sua atuação como líderes.
“O feedback não é fácil. Principalmente para o enfermeiro recém-formado, que ainda está desenvolvendo essa expertise e precisa fortalecer essa habilidade para conquistar o respeito da equipe”, afirma.
Ao longo do treinamento, foram discutidas formas de tornar esse processo mais construtivo, ético e efetivo, permitindo que a prática seja percebida como uma oportunidade de aprendizado e crescimento, e não apenas como uma correção de condutas.
Uma ferramenta para desenvolver e engajar equipes
Para a enfermeira Letícia Almeida, do CTI 3, o principal aprendizado foi compreender o potencial dessa ferramenta como instrumento de desenvolvimento e engajamento profissional.
“O principal aprendizado foi compreender o valor do feedback como ferramenta de desenvolvimento profissional e engajamento da equipe, contribuindo para uma atuação mais alinhada e comprometida com a qualidade da assistência”, relata.
Ela destaca que tanto os retornos positivos quanto aqueles voltados para oportunidades de melhoria possuem papel importante na evolução profissional.
“O feedback construtivo permite que os profissionais reconheçam seus pontos fortes e identifiquem oportunidades de aprimoramento. Quando realizado de forma respeitosa, objetiva e contínua, ele contribui para o desenvolvimento individual e para um ambiente de trabalho mais saudável”, explica.
Segundo a enfermeira, esse desenvolvimento reflete diretamente na assistência prestada aos pacientes.
“O treinamento estimula o crescimento profissional e contribui para a entrega de um serviço com mais qualidade e segurança para os pacientes”, acrescenta.
Liderar também é orientar
Ao final da capacitação, os participantes foram convidados a refletir sobre o papel do enfermeiro como líder e agente de desenvolvimento dentro das equipes assistenciais.
Para Gisele Souza, a principal mensagem deixada pelo treinamento é que essa ferramenta deve ser vista como uma aliada permanente da liderança.
“Que essa ferramenta seja utilizada para promover a melhoria contínua da assistência, o desenvolvimento dos colaboradores e o crescimento gradual das lideranças de enfermagem”, conclui.
Ao fortalecer competências ligadas à liderança, à comunicação e ao desenvolvimento das equipes, o Hospital Adventista de Belém investe na construção de um ambiente cada vez mais colaborativo, seguro e orientado à excelência. Uma iniciativa que reforça o compromisso institucional de servir, curar e salvar por meio de uma assistência qualificada e centrada nas pessoas.