Capacitação reforça boas práticas para prevenir infecções e fortalecer a segurança do paciente no HAB
Treinamento promovido pelo Núcleo de Capacitação e Pesquisa abordou medidas essenciais para prevenir infecções de corrente sanguínea associadas a dispositivos, reforçando condutas que impactam diretamente a qualidade da assistência.
Antes mesmo de um tratamento apresentar resultados, a segurança do paciente começa em cuidados que, muitas vezes, passam despercebidos. A higienização correta das mãos, a manipulação adequada de um cateter venoso e a avaliação diária da necessidade de manter um dispositivo instalado são algumas das medidas que ajudam a prevenir infecções e tornam a assistência mais segura.
Com esse propósito, o Hospital Adventista de Belém (HAB), por meio do Núcleo de Capacitação e Pesquisa (NCP), promoveu nos dias 22 e 23 de junho a capacitação “Prevenção de Infecção de Corrente Sanguínea (ICS) Associada a Dispositivos”. Ministrado pela enfermeira do Núcleo de Segurança do Paciente (SCIRAS/Qualidade), Raquel Nogueira, o treinamento reuniu profissionais de diferentes setores assistenciais para reforçar práticas baseadas em evidências científicas e fortalecer a cultura de segurança do paciente.
Pequenas condutas, grandes impactos
As infecções de corrente sanguínea associadas a dispositivos estão entre as complicações mais graves relacionadas à assistência em saúde. Além de aumentarem o tempo de internação, podem elevar o uso de antibióticos, os custos do tratamento e o risco de sepse e mortalidade.
Segundo a enfermeira Raquel Nogueira, a capacitação integra o compromisso permanente do Hospital Adventista de Belém com a educação continuada e com a atualização constante de suas equipes.
“A iniciativa busca fortalecer a cultura de prevenção, reforçando condutas que impactam diretamente na redução de infecções relacionadas à assistência à saúde e na melhoria dos desfechos clínicos dos pacientes. A realização dessa capacitação faz parte do compromisso permanente do Hospital Adventista de Belém com a educação continuada e com a atualização das equipes frente às melhores práticas recomendadas pelos órgãos de vigilância e pelas evidências científicas.”
Durante o treinamento, foram reforçados cuidados relacionados à higienização das mãos, desinfecção dos conectores, técnica asséptica na manipulação dos dispositivos, avaliação diária da permanência dos cateteres, troca adequada de curativos, inspeção do sítio de inserção e comunicação entre as equipes para identificação precoce de possíveis sinais de infecção.

Segurança construída todos os dias
Embora os protocolos estejam bem estabelecidos, a prevenção depende da execução correta e consistente de cada etapa do cuidado.
De acordo com Raquel, uma das falhas mais frequentes observadas durante auditorias está relacionada à higienização das mãos.
“Sem dúvida, a higienização inadequada das mãos é um dos erros mais comuns observados. Não apenas falhas na técnica, mas também o tempo insuficiente dedicado ao procedimento comprometem sua eficácia. Além disso, a manipulação do cateter sem a desinfecção dos conectores e a manutenção de curativos comprometidos favorecem a contaminação do dispositivo.”
Ela destaca que a capacitação contribui para padronizar condutas, atualizar conhecimentos e conscientizar os profissionais sobre a importância de cada etapa da assistência.
“Quando a equipe compreende a importância dessas boas práticas e as incorpora à rotina assistencial, o risco de infecção é significativamente reduzido.”
Cultura de segurança fortalecida
Além da atualização técnica, a iniciativa busca consolidar uma assistência cada vez mais alinhada às melhores evidências científicas, estimulando o trabalho integrado entre as equipes e reduzindo a ocorrência de falhas evitáveis.
Para a enfermeira, investir na qualificação contínua dos profissionais fortalece a cultura institucional de segurança e contribui para melhores resultados assistenciais.
“Esperamos que essa capacitação fortaleça ainda mais a adesão às boas práticas relacionadas ao manejo dos dispositivos vasculares, promovendo maior vigilância, senso de responsabilidade e segurança em cada etapa do cuidado. Como resultado, a expectativa é reduzir a incidência de infecções relacionadas à assistência, melhorar os indicadores assistenciais, fortalecer a cultura institucional de segurança do paciente e proporcionar uma assistência cada vez mais segura, humanizada e baseada em evidências.”

