Hospital Adventista Belém reforça prevenção de quedas em sessão clínica
Encontro apresentou protocolo revisado e destacou o cuidado individualizado, a atuação multiprofissional e a orientação diária aos familiares.
Levantar da cama, caminhar até o banheiro ou se deslocar pelo quarto são ações comuns do dia a dia. Durante uma internação, esses movimentos precisam ser considerados no planejamento do cuidado, com atenção às necessidades de cada paciente. A prevenção de quedas envolve esse olhar individualizado e um trabalho compartilhado entre profissionais, pacientes e familiares.
Para fortalecer esse cuidado, o Hospital Adventista Belém realizou, em 15 de outubro, uma sessão clínica sobre o Protocolo de Prevenção de Quedas. Organizado pelo Núcleo de Capacitação e Pesquisa (NCP), o encontro foi conduzido pela gerente de Enfermagem, Gisele Souza, e apresentou novas recomendações para a rotina assistencial.
“O principal objetivo foi apresentar o protocolo de queda revisado com novas recomendações”, explica Gisele. A discussão contemplou tanto as medidas preventivas quanto a assistência diante de uma ocorrência, incluindo o tempo de resposta da equipe e o reforço das notificações.
Cuidado individualizado e orientação à família
Segundo a gerente de Enfermagem, um dos pontos centrais foi a atuação multiprofissional na elaboração de uma assistência individualizada, especialmente para pacientes classificados como de alto risco de queda. A educação dos familiares também recebeu destaque como parte desse cuidado.
Para Gisele, a integração entre os profissionais se concretiza em ações que precisam fazer parte da rotina: orientar diariamente, desenvolver um plano de cuidado individualizado e realizar as notificações quando necessário. Essa participação compartilhada ajuda a incorporar a prevenção ao acompanhamento do paciente ao longo da internação.
A orientação à família integra esse processo. Ao abordar o tema com quem acompanha o paciente, a equipe amplia a compreensão sobre os cuidados definidos e reforça a participação dos familiares na segurança da assistência.
Experiências da unidade orientam atualização
A revisão do protocolo também foi motivada pela análise das notificações. De acordo com Gisele, esse trabalho permitiu reconhecer necessidades de atualização e fundamentou parte das mudanças apresentadas durante a sessão.
Para aproximar as recomendações da prática, a palestrante recorreu a situações vivenciadas no próprio hospital. “Usamos exemplos práticos que aconteceram na unidade para exemplificar”, relata.
A abordagem conectou o conteúdo do protocolo às decisões e aos cuidados do cotidiano assistencial. Também evidenciou a importância das notificações para o aprendizado institucional: além do registro, sua análise pode orientar a revisão de práticas e o aperfeiçoamento dos processos de segurança.
Ao reunir atualização do protocolo, experiências da unidade e discussão multiprofissional, a sessão clínica fortaleceu o espaço de educação permanente no Hospital Adventista Belém. Um trabalho que aproxima o desenvolvimento das equipes do compromisso diário com o cuidado centrado na pessoa e com a missão de servir, curar e salvar.
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