Gestores do Hospital Adventista Belém discutem liderança e inovação no CONAHP 2026
A participação dos diretores reúne reflexões sobre desenvolvimento profissional, inteligência artificial e sustentabilidade do cuidado.
Preparar profissionais para novas tecnologias e conciliar qualidade assistencial, cuidado e sustentabilidade são desafios que atravessam a gestão hospitalar. Essas questões estiveram entre os temas acompanhados pelo diretor-geral dos Hospitais Adventistas Belém e Barcarena, Ilvo Coutinho, e pelo diretor financeiro do Hospital Adventista Belém, Alexandre Lopes, durante o CONAHP 2026.
Para os gestores, a participação foi uma oportunidade de conhecer experiências de outras instituições e refletir sobre questões presentes na rotina dos hospitais. Ilvo destacou a importância de acompanhar as discussões promovidas pela Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), organizadora do congresso, e de manter o diálogo com instituições que enfrentam desafios semelhantes.
Alexandre também ressaltou o valor dessa troca para compreender tendências e identificar oportunidades. Além da atualização, ele destacou a importância de “perceber que você não está sozinho nos desafios que enfrenta”.
Liderança diante das mudanças
Um dos temas que chamaram a atenção de Ilvo foi a transformação das competências esperadas dos profissionais. Ao comentar uma discussão sobre liderança e pessoas, o diretor observou que as mudanças se tornaram mais rápidas, exigindo atualização contínua e abertura para novas formas de trabalhar.
“Hoje, as habilidades necessárias mudam muito”, afirmou. Segundo ele, o debate abordou tanto as relações humanas quanto as competências técnicas, com atenção à análise de informações e ao uso de tecnologias, incluindo a inteligência artificial.
Essa conexão entre pessoas e tecnologia também esteve entre os destaques apontados por Alexandre. O diretor financeiro acompanhou discussões sobre as oportunidades da IA para a gestão e sobre a necessidade de preparar os profissionais para integrar essas ferramentas ao trabalho. Em sua avaliação, compreender como utilizá-las e aproveitar suas possibilidades é um desafio compartilhado pelas instituições de saúde.
Tecnologia e atenção a quem cuida
O potencial da inteligência artificial para apoiar o bem-estar dos profissionais foi outro ponto destacado por Alexandre. Ele relatou ter acompanhado uma palestra sobre como essas ferramentas podem contribuir para reduzir o esgotamento profissional, conhecido como burnout.
Ao comentar o tema, o diretor ressaltou que a incorporação de tecnologias precisa caminhar junto com a atenção às pessoas. “A gente precisa estar atento à saúde emocional, à saúde física do colaborador que presta assistência”, afirmou.
Na avaliação de Alexandre, olhar para a saúde de quem presta assistência é parte da discussão sobre o futuro dos hospitais. O interesse pelas ferramentas de IA se soma, assim, à preocupação com o preparo e o bem-estar das equipes.
Qualidade, cuidado e sustentabilidade
Para Ilvo, as discussões sobre sustentabilidade, qualidade e cuidado tiveram relação direta com a realidade das unidades Belém e Barcarena. O diretor destacou a necessidade de considerar essas dimensões de forma integrada nas decisões de gestão.
“É o desafio de você equilibrar essas três áreas”, resumiu. Sua reflexão aponta para a busca de caminhos que conciliem a qualidade da assistência e a atenção ao paciente com a sustentabilidade da instituição.
A participação no CONAHP 2026 reuniu, assim, referências para pensar o desenvolvimento das equipes, o uso de tecnologias e os desafios da gestão hospitalar. Nos relatos dos dois diretores, a troca de experiências aparece como parte dessa atualização, oferecendo elementos para avaliar possibilidades de acordo com a realidade dos hospitais.