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Trilha de Excelência Assistencial transforma protocolos em decisões seguras no cuidado aos pacientes do HAB

Trilha de Excelência Assistencial transforma protocolos em decisões seguras no cuidado aos pacientes do HAB

Simulações e jogos educativos fortalecem a atuação dos técnicos de enfermagem dos postos 7 e 8 em situações de risco, comunicação e cuidado.

Durante uma internação, a chegada de um profissional ao leito pode ser aguardada com ansiedade: o paciente espera receber um medicamento, esclarecer uma dúvida ou aliviar um desconforto. Esse encontro também envolve cuidados nem sempre percebidos por quem está na cama. Higienizar as mãos, seguir as orientações para administrar medicamentos, observar riscos de queda e reconhecer mudanças no estado clínico são medidas essenciais para a segurança do paciente.

Essas práticas ajudam a prevenir danos e a identificar situações que exigem resposta da equipe. Aliadas à escuta, às explicações sobre o atendimento e à atenção às necessidades individuais, promovem um cuidado centrado na pessoa, que combina segurança e acolhimento durante a internação.

Com foco na aplicação dessas boas práticas, a enfermagem do Hospital Adventista Belém (HAB), com apoio do Núcleo de Capacitação e Pesquisa (NCP), realizou a Trilha de Excelência Assistencial nos meses de junho e agosto, nos postos 7 e 8. Voltada aos técnicos de enfermagem, a formação utilizou situações simuladas e jogos educativos para aproximar os protocolos institucionais das decisões tomadas no cuidado ao paciente.

Protocolos na prática

Idealizadora e ministrante do treinamento, a enfermeira Josenira Santana explica que os desafios eram apresentados sem uma resposta inicial, para estimular a participação da equipe. “Os técnicos eram estimulados a discutir entre si, identificar possíveis falhas e propor a conduta mais segura”, afirma. Em seguida, as respostas eram relacionadas às boas práticas assistenciais e aos protocolos da instituição.

A formação utilizou elementos de jogos, metodologia conhecida como gamificação, para trabalhar a comunicação e a tomada de decisão em equipe. Para Ellen Suzi Miranda, técnica de enfermagem do posto 7, o destaque foi um quebra-cabeça sobre prevenção de quedas e lesão por pressão. A tarefa consistia em identificar situações de risco e as respectivas medidas preventivas.

“Achei muito interessante porque nos ajudou a ter pensamento crítico e raciocínio rápido para resolver as situações que podem acontecer com nossos pacientes”, conta Ellen. Ao relacionar os riscos às medidas de prevenção, a técnica também aprofundou sua compreensão das orientações institucionais. “Eu aprendi o passo a passo do protocolo. Entendi que temos condutas para cada situação que precisam ser seguidas à risca para colaborar com o bem-estar dos nossos pacientes e contribuir para minimizar os riscos assistenciais”, relata.

Segundo Josenira, os exercícios abriram espaço para discutir questões presentes no cotidiano da equipe. “As principais dúvidas estiveram relacionadas à aplicação prática dos protocolos, especialmente sobre qual conduta deveria ser adotada diante de determinadas situações e quais cuidados eram prioritários para garantir a segurança do paciente”, explica. Também surgiram perguntas sobre uso dos recursos disponíveis, comunicação e sequência das condutas.

Aprendizado à beira do leito

Em outra estação, os profissionais entraram em um apartamento e identificaram situações em desacordo com as boas práticas assistenciais. Para Letícia Carvalho Silva, técnica de enfermagem do posto 7, esse exercício à beira do leito foi um dos destaques da capacitação. A programação também abordou higienização das mãos, administração segura de medicamentos e cuidados com pacientes em isolamento.

O protocolo de sepse foi trabalhado em uma simulação na qual os participantes receberam o quadro de um paciente com sinais de deterioração clínica e discutiram como agir conforme as orientações institucionais. O exercício envolveu o momento de acionar o enfermeiro e os cuidados relacionados à administração e à checagem do antibiótico. Depois, uma dinâmica de “fato ou fake” convidou a equipe a identificar afirmações verdadeiras e falsas sobre o conteúdo.

Para Letícia, a experiência esclareceu dúvidas presentes no trabalho. “Já tive plantões de estar com dois pacientes em protocolo de sepse e me senti mais segura em realizar os procedimentos, pois aprendi como funciona o protocolo institucional”, relata. A técnica também destaca a importância de reconhecer os sinais e comunicar o enfermeiro.

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Avaliação orienta os próximos passos

A Trilha de Excelência Assistencial incluiu avaliação de conhecimento e devolutiva aos participantes. De acordo com Josenira, esse processo permitiu comparar o entendimento da equipe antes e depois das atividades. A observação dos profissionais durante os exercícios complementou as avaliações.

“Foi possível perceber quais temas eram mais bem compreendidos pela equipe e quais ainda apresentavam dúvidas ou necessidade de maior aprofundamento”, explica a enfermeira. Para a idealizadora, a devolutiva também trouxe elementos para a continuidade da formação: “A devolutiva também permitiu reforçar os pontos positivos identificados durante a atividade e direcionar futuras ações de educação permanente para os conteúdos que apresentaram maior dificuldade”.