Treinamento em terapia por pressão negativa transforma o cuidado com feridas complexas no HAB
A capacitação promovida pela Educação Permanente fortaleceu a equipe de enfermagem, reforçou práticas baseadas em evidências e consolidou padrões da Acreditação Qmentum
Um pé que não cicatriza. Uma úlcera que insiste em permanecer aberta. Para quem convive com uma lesão complexa, o tempo parece se arrastar em meio à dor e ao cuidado constante. Mas a ferida não pesa apenas no corpo: afeta a rotina da família, que divide angústias e noites em claro.
É nesse cenário delicado que a ciência se torna esperança. Com tecnologias modernas, como a terapia por pressão negativa (curativo a vácuo), o cuidado ganha novos caminhos: acelerar a cicatrização, reduzir complicações e devolver dignidade ao paciente.
Mas nenhuma tecnologia faz sentido sem profissionais preparados para aplicá-la com segurança e conhecimento. Por isso, o Hospital Adventista de Belém investe constantemente na capacitação de sua equipe de enfermagem, garantindo que cada tratamento seja realizado com excelência e cuidado humano.
Preparar a equipe para oferecer o melhor
Nos dias 30 de setembro e 1º de outubro, o Hospital Adventista de Belém realizou um treinamento em terapia por pressão negativa, destinado à equipe de enfermagem. A capacitação foi conduzida pela Educação Permanente, em parceria com a empresa Solventum, representante da tecnologia.
Segundo a enfermeira Ana Trindade, coordenadora da Educação Permanente, o objetivo vai além de atender protocolos:
“Nosso foco é preparar a equipe para oferecer aos pacientes as terapêuticas mais modernas e eficazes disponíveis no mercado. Quando capacitamos nossos enfermeiros, garantimos que eles tenham segurança no manejo da tecnologia e possam aplicar práticas baseadas em evidências no dia a dia.”
Impacto clínico direto
Na prática assistencial, a terapia por pressão negativa representa um salto de qualidade.
“Se um paciente chega com uma lesão por pressão, uma úlcera venosa ou um pé diabético, nossa equipe tem condições de avaliar a melhor terapêutica e aplicar recursos avançados como a terapia por pressão negativa. Isso significa menos dor, mais qualidade de vida e, sobretudo, esperança para ele e sua família”, destacou Ana.
Conexão com a Acreditação Qmentum
O treinamento também fortalece as Práticas Organizacionais Obrigatórias (ROPs) previstas pela Acreditação Qmentum, certificação internacional que avalia a qualidade e a segurança assistencial do hospital.
“Na Qmentum, temos 31 práticas obrigatórias. Entre elas, estão a prevenção de lesões por pressão e o tratamento de feridas. Essa capacitação se conecta diretamente a esses requisitos, demonstrando que seguimos protocolos internacionais de cuidado e assegurando nossa revalidação”, acrescentou Ana.
A voz da enfermagem
Para Pedro Nunes, Enfermeiro Administrativo das unidades 4 e 5, a capacitação trouxe novos horizontes para a prática assistencial:
“O treinamento que tivemos com a Solventum foi muito importante para o nosso direcionamento do cuidado. Nós, como enfermeiros, que atuamos diretamente em feridas de alta complexidade, somos protagonistas nesse cuidado. O conhecimento técnico e científico que obtivemos nos permite atualizar métodos mais modernos e eficazes no tratamento, além de favorecer uma tomada de decisão baseada em evidências concretas.”
Ele também destacou o impacto do aprendizado no cuidado individualizado:
“A capacitação nos possibilita avaliar de forma mais criteriosa cada paciente, considerando suas necessidades específicas, condições clínicas e resposta ao tratamento, garantindo assim maior segurança, conforto e qualidade nos resultados obtidos.”
Já o enfermeiro Eimar Neri, do Posto 1, ressaltou o avanço que essa tecnologia representa:
“Hoje temos o que há de mais moderno em dispositivos. Já havia tido contato com curativo a vácuo em pacientes queimados, mas nada comparado ao que a indústria oferece agora. A tecnologia permite promover angiogênese, levar mais nutrientes para a área lesada e acelerar a formação de novas células, favorecendo a cicatrização e possibilitando até enxertos de pele quando necessário.”
Ele usou uma metáfora para explicar a importância do cuidado:
“A pele é o nosso maior órgão e a primeira camada de proteção contra microrganismos. Quando existe uma lesão, é como se a porta da nossa casa estivesse aberta. Isso fragiliza o paciente e aumenta o risco de novas doenças. Por isso, terapias como essa são fundamentais: ajudam a fechar a porta com rapidez, devolvendo segurança e proteção.”
Compromisso institucional
Ao investir em treinamentos contínuos e no acesso a tecnologias de ponta, o Hospital Adventista de Belém reafirma seu papel como hospital-escola e referência em qualidade assistencial, inovação e segurança do paciente na Amazônia, sempre alinhado aos padrões internacionais da Acreditação Qmentum.