Rede Adventista de Saúde/PA investe em práticas sustentáveis e fortalece compromisso com o futuro
Expansão do Hospital Adventista de Belém incorpora soluções ambientais e posiciona a instituição como referência em saúde sustentável na região Norte.
As imagens que vêm de diferentes partes do país não deixam margem para dúvida. De um lado, enchentes transformam cidades inteiras em cenários de destruição. De outro, o avanço das queimadas consome biomas e altera a qualidade do ar a quilômetros de distância. No centro desse cenário, uma pergunta inevitável: qual é o papel das instituições de saúde diante das mudanças climáticas?
Na Rede Adventista de Saúde do Pará, essa resposta já começou a ser construída — e ganha forma concreta nas obras de expansão do Hospital Adventista de Belém.
Mais do que ampliar sua estrutura física, o hospital avança com um projeto que integra cuidado assistencial e responsabilidade ambiental. A proposta é clara: reduzir impactos, otimizar recursos e contribuir, de forma ativa, para a saúde da população e do planeta.
Dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) indicam que milhões de pessoas podem ser impactadas por eventos extremos, como enchentes e queimadas, com aumento significativo de doenças infecciosas e respiratórias. Esse cenário reforça um ponto essencial: saúde e meio ambiente são indissociáveis.
É a partir dessa compreensão que a instituição direciona suas escolhas.
Cuidado que se expande para além do hospital
Na unidade de Barcarena, algumas dessas soluções já fazem parte da rotina. Segundo o engenheiro geral da Rede Adventista de Saúde, André Queiroz, a experiência serviu como base para a expansão em Belém.
“Adotamos um modelo de construção mais enxuto e eficiente, com redução de desperdícios e melhor aproveitamento de recursos. Também implementamos captação de água da chuva, energia solar e sistemas de tratamento de esgoto”, explica.
As mesmas diretrizes estão sendo incorporadas na nova fase do Hospital Adventista de Belém, ampliando o impacto dessas iniciativas.
Outro destaque é a adoção do design biofílico — uma abordagem arquitetônica que aproxima os ambientes internos da natureza. Luz natural, ventilação e integração com áreas verdes passam a fazer parte da experiência hospitalar, contribuindo diretamente para o bem-estar de pacientes e equipes.
O cuidado ambiental, no entanto, não começou agora. Ainda nas fases iniciais da obra, cinco árvores com décadas de existência foram transplantadas, preservando elementos naturais que fazem parte da história do espaço.
Tecnologia, eficiência e redução de impactos
A sustentabilidade também está presente nos processos internos. A implantação do prontuário eletrônico reduz significativamente o uso de papel e torna o fluxo de informações mais ágil e seguro.
Esse avanço é reconhecido pela certificação HIMSS Analytics Nível 6, que posiciona a instituição entre aquelas que caminham para um modelo hospitalar totalmente digital.
Na prática, isso significa menos consumo de recursos, mais eficiência operacional e maior segurança na assistência.
Entre as principais soluções adotadas na expansão, destacam-se:
- Construção com estrutura pré-moldada, reduzindo desperdícios e eliminando o uso de madeira;
- Sistema de tratamento de esgoto, garantindo o retorno seguro da água ao meio ambiente;
- Captação e reaproveitamento de água da chuva para áreas externas;
- Implantação de energia solar fotovoltaica;
- Aplicação de design biofílico nos ambientes hospitalares;
- Digitalização dos processos assistenciais e administrativos, com redução do uso de papel.
Um posicionamento que olha para o futuro
Ao integrar inovação, sustentabilidade e cuidado assistencial, o Hospital Adventista de Belém consolida um modelo que vai além da estrutura física.
Trata-se de uma escolha institucional.
Um movimento que reconhece os desafios do presente, mas, principalmente, assume responsabilidade sobre o futuro — fortalecendo o compromisso de servir, curar e salvar em todas as dimensões do cuidado.