Hospital Adventista de Belém implanta a cultura de Experiência do Paciente e Cuidado Centrado na Pessoa
Iniciativa pioneira entre hospitais privados de Belém reconhece práticas humanizadas já existentes e consolida uma linguagem institucional de cuidado, fé e empatia.
No Hospital Adventista de Belém, o cuidado com as pessoas sempre foi mais do que um ato profissional — é parte da identidade de quem serve, cura e salva.
Em diferentes setores da instituição, esse propósito se materializa em gestos diários de empatia e acolhimento: no CETIN, onde as mães são envolvidas em cada etapa do tratamento dos filhos e recebem apoio emocional e espiritual; e na Oncologia, onde o cuidado técnico é acompanhado de escuta, presença e sensibilidade, transformando a jornada de tratamento em uma experiência de esperança e confiança.
Essas ações mostram que o cuidado centrado na pessoa já é uma realidade dentro do hospital. Agora, com a implantação da cultura de Experiência do Paciente e Cuidado Centrado na Pessoa, o objetivo é fortalecer e unificar essa prática, transformando o que já é vivência em uma cultura organizacional compartilhada — com linguagem, propósito e estrutura comuns em todas as áreas.

Da prática à cultura
A especialista em Experiência do Paciente e Cuidado Centrado na Pessoa, Carolina Miranda, explica que a temática não é nova, mas ganha um novo significado ao ser integrada à estratégia da instituição.
“Para que a experiência do paciente se torne uma realidade, ela precisa estar inserida na estratégia organizacional. Isso exige uma mudança de cultura, na qual o paciente é colocado no centro do cuidado”, afirma.
Para Carolina, o conceito de cuidado centrado na pessoa transforma a relação entre equipe, paciente e família.
“O cuidado deixa de ser apenas para o paciente e passa a ser com o paciente. Ele se torna protagonista do próprio tratamento, participando ativamente das decisões que envolvem a sua jornada de cuidado”, complementa.
A especialista reforça ainda que a implantação da cultura não se limita à área assistencial.
“Todas as áreas — assistenciais, administrativas e de apoio — estão contempladas. Nós não podemos mais trabalhar em silos. Cada colaborador precisa compreender que o seu papel, independentemente da função, impacta diretamente a experiência de quem é atendido aqui”, explica.
Uma cultura que mede, envolve e transforma
O projeto estabelece uma Comissão de Experiência do Paciente, responsável por acompanhar indicadores e propor planos de ação com base nos resultados obtidos.

De acordo com o gerente do Núcleo de Segurança do Paciente, SCIRAS/Qualidade, Sidney Monteiro, a comissão funcionará como um espaço de análise e acompanhamento da evolução da cultura dentro do hospital.
“Essa comissão vai discutir periodicamente os resultados dos indicadores que compõem a experiência do paciente e propor planos de ação aos gestores. O objetivo é fortalecer e consolidar essa cultura com base em dados concretos e nas necessidades reais das áreas”, explica.
A iniciativa também incorpora o conceito de disclosure — prática que reforça a comunicação ética e transparente com pacientes e familiares sobre eventos assistenciais.
“Pesquisas mostram que o disclosure reduz a judicialização e aumenta a confiança das famílias. Muitas vezes, o que gera conflito é a falta de informação. A transparência ajuda o paciente a entender o que aconteceu, quais medidas foram adotadas e como a instituição está agindo para garantir sua recuperação”, destaca Sidney.
Um compromisso que envolve todas as áreas
Para Carolina, o impacto da implantação será sentido tanto pelos pacientes quanto pelos colaboradores.
“A cultura organizacional é o que influencia como o cuidado é oferecido. Quando ela é fortalecida, impacta diretamente a experiência de quem recebe e de quem presta o atendimento”, explica.



Durante o evento de lançamento, os colaboradores participaram de um voto solene de compromisso, assumindo publicamente o dever de colocar as pessoas no centro do cuidado, com empatia, ética e responsabilidade. Esse gesto simboliza a união de todos os profissionais em torno de um mesmo propósito: tornar o amor ao próximo um valor vivido em cada jornada de atendimento.
Mais do que um ato simbólico, o voto reafirma que a experiência do paciente é construída todos os dias — na escuta, na atenção e na presença compassiva que caracterizam a missão adventista de servir, curar e salvar.
Cuidar com fé, servir com propósito
Inspirado no princípio bíblico “Amar ao próximo como a si mesmo” (Mateus 22:39), o Hospital Adventista de Belém reafirma sua identidade como uma instituição que une fé, ciência e propósito.
Com a implantação da cultura de Experiência do Paciente e Cuidado Centrado na Pessoa, o hospital avança em sua missão de oferecer uma assistência técnica e espiritual que reconhece o valor de cada história — transformando o cuidado em uma expressão viva do amor de Cristo em ação.