HAB fortalece cuidado oncológico com capacitação em centro de excelência nacional
Atualização de práticas, protagonismo da enfermagem e segurança do paciente marcam a participação da instituição em treinamento realizado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo.
Quando o cuidado avança, ele carrega conhecimento, troca e responsabilidade. Foi com esse espírito que o Hospital Adventista de Belém marcou presença em uma capacitação multiprofissional realizada no Hospital Albert Einstein, referência nacional em saúde. A participação reforça o compromisso institucional com a qualificação contínua das equipes, especialmente da enfermagem, que ocupa papel estratégico na assistência oncológica e na segurança do paciente.
A experiência envolveu vivências práticas e integração com fluxos assistenciais de referência, conectando o que há de mais avançado no cenário nacional à realidade do cuidado prestado no HAB.
Representar o HAB em um centro de referência nacional
Para a enfermeira Gabrielle de Deus, que atua na unidade de internação do HAB, no posto 07, a vivência foi marcada por um forte sentimento de pertencimento institucional.
“O que mais me marcou foi a sensação de responsabilidade e pertencimento. Mesmo vindo de uma região distante dos grandes centros, estávamos ali, lado a lado com profissionais de referência nacional, discutindo práticas avançadas e compartilhando experiências. Foi inspirador perceber que o conhecimento, o compromisso com o paciente e a busca pela excelência não têm fronteiras.”
Estar em um dos hospitais mais respeitados do país, segundo ela, reforçou a convicção de que o trabalho desenvolvido no Hospital Adventista de Belém dialoga com as melhores práticas do cuidado oncológico no Brasil.
“Representar o HAB no Hospital Albert Einstein reforçou que estamos alinhados com o que há de mais atual no cuidado oncológico e que as nossas vivências também contribuem para o cenário nacional.”
A enfermagem como protagonista do cuidado oncológico
Durante a capacitação, um dos pontos centrais foi o reconhecimento do papel da enfermagem na linha de cuidado do paciente oncológico — não apenas na execução de protocolos, mas na condução da jornada assistencial.
“Essa experiência evidenciou o quanto a enfermagem é essencial no cuidado oncológico. Somos nós que estamos na linha de frente, acompanhando as reações, os sintomas, o acolhimento emocional, as condutas de segurança e a educação do paciente e da família.”
Para Gabrielle, o treinamento reforçou o papel estratégico do enfermeiro como elo entre o paciente, a família e a equipe multiprofissional.
“A enfermagem não apenas executa: ela lidera, orienta, decide e transforma a jornada do paciente oncológico.”
Terapias avançadas e cuidado mais seguro
A programação incluiu uma imersão no tema do mieloma múltiplo, com ênfase em terapias avançadas, como o uso do Daratumumabe, com conteúdo trabalhado no dia 29 de novembro. O aprofundamento ampliou a segurança clínica e o olhar preventivo da assistência, especialmente no manejo de possíveis reações e na condução de cada etapa do cuidado.
“O contato com terapias avançadas ampliou minha visão sobre todo o processo de cuidado. Compreender as particularidades, possíveis reações e as melhores práticas de manejo nos permite atuar com mais precisão, sensibilidade e prevenção.”
Segundo a enfermeira, o aprendizado também reforça a importância do preparo, da monitorização e do acolhimento durante o tratamento.
“São pequenos detalhes que fazem grande diferença no bem-estar de quem está em tratamento e contribuem para um cuidado cada vez mais qualificado e humanizado.”
Fluxos assistenciais, simulação realística e segurança do paciente
Além da atualização científica, a capacitação incluiu visitas técnicas às unidades de internação e ao ambulatório do Centro de Oncologia e Hematologia do Hospital Albert Einstein, bem como atividades práticas no centro de simulação realística.
“As visitas técnicas e a simulação ajudaram a enxergar, na prática, como detalhes dos fluxos assistenciais fazem diferença no dia a dia. A organização dos processos, a clareza na comunicação e a condução estruturada de cada etapa tornam o cuidado mais seguro e fluido.”
Esses aprendizados, segundo Gabrielle, são plenamente aplicáveis à rotina do HAB.
“Pequenos ajustes, como otimizar a passagem de informações e padronizar condutas, têm impacto direto na segurança do paciente e na experiência de quem está em tratamento. São práticas simples, mas que fortalecem a qualidade e a humanização do cuidado.”
Conhecimento que retorna em forma de cuidado
Ao incentivar a participação de seus profissionais em capacitações realizadas em centros de excelência nacional, o Hospital Adventista de Belém reafirma sua visão de que a excelência assistencial nasce do conhecimento compartilhado. Cada experiência vivida fora da instituição retorna em forma de cuidado mais seguro, práticas mais qualificadas e uma assistência oncológica cada vez mais humana, resolutiva e alinhada às melhores evidências científicas.