Treinamento reforça a NR-32 como compromisso institucional com a vida do trabalhador da saúde
Capacitação integra ações permanentes de educação, prevenção e fortalecimento da cultura de segurança no ambiente hospitalar
Antes que o cuidado chegue ao paciente, ele se estrutura dentro da própria instituição — por meio de protocolos claros, fluxos bem definidos e decisões orientadas à segurança de quem atua na linha de frente. Nesse contexto, nos dias 4 e 5 de fevereiro, na Sala da Educação Permanente, o Hospital Adventista de Belém realizou o treinamento sobre a Norma Regulamentadora nº 32 (NR-32) e o Fluxo de Acidentes com Materiais Perfurocortantes, reafirmando a segurança do trabalhador da saúde como um compromisso institucional contínuo, estruturado e alinhado às boas práticas de governança.
Promovida pelo SESMT, a capacitação integrou o calendário anual de treinamentos do hospital e reuniu colaboradores de diferentes áreas, fortalecendo uma cultura organizacional baseada em educação permanente, prevenção de riscos, responsabilidade compartilhada e cuidado integral com quem sustenta a assistência.


(Foto: ASCOM/AH Belém)
NR-32 como diretriz estratégica de proteção no ambiente hospitalar
Estabelecida pelo Ministério do Trabalho e Emprego, a NR-32 orienta práticas voltadas à segurança e à saúde dos trabalhadores em serviços de saúde, com atenção especial à prevenção de acidentes com materiais perfurocortantes. Em um hospital de ensino e de alta complexidade, onde processos assistenciais e operacionais coexistem de forma contínua, a aplicação da norma integra a estratégia institucional de gestão segura do cuidado.
Mais do que atender a requisitos legais, a NR-32 orienta decisões cotidianas, qualifica processos e contribui para ambientes assistenciais mais seguros, organizados e sustentáveis, alinhados aos princípios de qualidade, responsabilidade institucional e mitigação de riscos.
Educação permanente como eixo estruturante da cultura de segurança
Segundo a enfermeira do trabalho Denalle Menezes, a capacitação integra uma política institucional de educação contínua voltada à prevenção de riscos ocupacionais e à consolidação de práticas seguras.
“A NR-32 trata da segurança e da saúde dos trabalhadores em serviços de saúde. Por isso, os treinamentos fazem parte da rotina institucional, considerando a complexidade da atividade hospitalar e a necessidade permanente de atualização dos profissionais”, explica.
Ela destaca que o calendário anual contempla tanto a admissão de novos colaboradores quanto a revisão periódica dos fluxos e práticas assistenciais. “O objetivo é fortalecer a prevenção e garantir a aplicação adequada dos protocolos, de forma padronizada e contínua”, afirma.


Segurança como responsabilidade compartilhada
O treinamento foi direcionado aos profissionais de diferentes áreas, incluindo equipes assistenciais e setores de apoio, como higienização e limpeza. Essa abordagem reconhece que a segurança no ambiente hospitalar resulta da atuação integrada de todos os profissionais envolvidos nos processos de cuidado.
“A prevenção de acidentes exige atenção em todas as etapas, inclusive no pós-uso e no descarte de materiais. Por isso, a capacitação é planejada de forma ampla, considerando a cadeia completa do cuidado”, reforça Denalle.
A norma aplicada à prática assistencial
Para a enfermeira Elayne Casseb, o treinamento contribui para reforçar cuidados essenciais da rotina assistencial, alinhando prática e protocolo.
“A NR-32 orienta condutas fundamentais relacionadas à proteção dos trabalhadores, como o uso correto de EPIs e a atenção às práticas seguras durante a assistência”, destaca.
Ela ressalta ainda que compreender o fluxo institucional após um acidente contribui para decisões mais seguras e organizadas. “Ter clareza sobre os encaminhamentos adequados garante assistência ao colaborador e fortalece a segurança da equipe na totalidade”, pontua.
A percepção de quem atua na linha de frente
Na avaliação da técnica de enfermagem Karlla Rosana, o treinamento dialoga diretamente com situações práticas do cotidiano assistencial. O descarte adequado de materiais e o uso correto de dispositivos de segurança são exemplos de cuidados que impactam diretamente a prevenção de acidentes.
“O treinamento reforça a importância de observar os limites dos coletores, utilizar corretamente os dispositivos de segurança e manter atenção redobrada em situações que exigem mais cuidado”, relata.
Ela também destaca que o conhecimento sobre o fluxo institucional traz maior segurança emocional e operacional. “Saber que existe um direcionamento claro e um acompanhamento adequado traz mais tranquilidade para atuar”, afirma.
Notificação e acompanhamento como instrumentos de governança
Além da prevenção, o treinamento reforçou a importância da notificação imediata e do acompanhamento adequado em caso de incidentes. Esses processos fortalecem a transparência institucional, contribuem para a melhoria contínua dos fluxos e sustentam uma gestão responsável dos riscos ocupacionais.
Ao investir de forma permanente em capacitação e segurança do trabalho, o Hospital Adventista de Belém reafirma sua responsabilidade institucional e seu compromisso com um cuidado que começa nos bastidores, protege seus profissionais e se reflete em uma assistência cada vez mais segura, qualificada e alinhada às melhores práticas de gestão em saúde.


(Foto: ASCOM/AH Belém)