Capacitação aborda qualidade e segurança do paciente com líderes da enfermagem do HAB
Realizado de 3 a 5 de agosto, terceiro módulo do Curso de Liderança na Enfermagem reforçou a importância da comunicação, dos protocolos e da identificação de riscos na assistência.
Confirmar a identificação do paciente antes de um procedimento. Seguir um checklist. Comunicar uma alteração clínica com clareza. No ambiente hospitalar, ações como essas fazem parte da rotina e contribuem para que o cuidado seja realizado com mais organização e segurança.
Essas práticas estiveram entre os temas do terceiro módulo do Curso de Liderança na Enfermagem, promovido pelo Hospital Adventista de Belém (HAB), de 3 a 5 de agosto. Com foco em qualidade e segurança do paciente, a capacitação foi ministrada pela gerente de Enfermagem, Gisele Souza, e reuniu enfermeiros que atuam na liderança das equipes assistenciais da instituição.
O curso integra uma jornada de desenvolvimento promovida pela Gerência de Enfermagem. No primeiro módulo, os profissionais discutiram fundamentos da liderança, como tomada de decisão, inteligência emocional, comunicação assertiva e gestão de equipes. A segunda etapa abordou o feedback como ferramenta para orientar profissionais, desenvolver equipes e contribuir para a melhoria dos processos assistenciais.
No terceiro módulo, esses conhecimentos foram direcionados à segurança do paciente. O conteúdo mostrou como a atuação do enfermeiro pode contribuir para transformar protocolos em práticas diárias, antecipar riscos e envolver a equipe na busca contínua por melhorias.

Protocolos orientam o cuidado
Baseados em evidências científicas e na análise de indicadores, os protocolos assistenciais orientam condutas e ajudam a padronizar o cuidado prestado aos pacientes.
“Os protocolos assistenciais são embasados em estudos científicos e na análise de indicadores”, explica Gisele Souza.
Segundo a gerente, quando as condutas não seguem uma orientação comum, a assistência pode perder organização e segurança. Por isso, o enfermeiro que lidera uma equipe precisa conhecer os protocolos, acompanhar sua aplicação, esclarecer dúvidas e manter o tema presente na rotina dos profissionais.
Para Gisele, um dos resultados esperados após a capacitação é que os líderes reconheçam a importância de cada protocolo e discutam diariamente com suas equipes as oportunidades de melhoria.
Comunicação clara reduz riscos
Para a enfermeira da UTI 1, Bruna Costa, um dos conteúdos que mais chamaram a atenção durante o módulo foi a importância de uma comunicação clara e precisa entre os integrantes da equipe multiprofissional.
“Uma equipe alinhada organiza melhor as demandas e reduz os riscos para o paciente”, afirma.
Atitudes como confirmar a identificação do paciente, utilizar checklists e comunicar alterações no quadro clínico ajudam a prevenir falhas e favorecem a realização dos cuidados de forma correta e no momento adequado. Nesse processo, o enfermeiro acompanha as atividades, supervisiona as boas práticas e estimula o envolvimento da equipe.
Bruna destaca ainda que a organização do setor influencia a capacidade de reconhecer e reduzir riscos assistenciais. Quando o enfermeiro assume seu papel de liderança, consegue orientar os profissionais com mais clareza e contribuir para um ambiente de cuidado mais organizado, colaborativo e seguro.
Notificar para aprender e melhorar
A capacitação também abordou a importância da notificação de riscos e eventos adversos e o fortalecimento de uma cultura voltada ao aprendizado. A proposta é analisar as situações identificadas, compreender os fatores envolvidos e construir medidas que contribuam para o aprimoramento dos processos.
De acordo com Gisele, envolver os profissionais na elaboração dos planos de ação relacionados aos eventos notificados fortalece a responsabilidade de cada integrante da equipe diante da segurança do paciente.
Nesse contexto, a notificação não se limita ao registro de uma ocorrência. Ela oferece informações que ajudam a revisar processos, identificar oportunidades de melhoria e reduzir a possibilidade de situações semelhantes.
Aprendizado levado para a rotina
Após a capacitação, Bruna pretende ampliar a escuta e acompanhar mais de perto o trabalho desenvolvido pela equipe.
“Pretendo reforçar uma comunicação mais clara e assertiva, ouvir mais os profissionais, dar feedbacks de forma construtiva e acompanhar de perto as atividades. Também quero estimular o trabalho em equipe, reconhecer boas práticas e agir de forma mais preventiva diante dos desafios”, ressalta.
A fala da enfermeira mostra como os três módulos se conectam na prática. Liderar envolve tomar decisões, comunicar-se com clareza, orientar pessoas, acompanhar processos e criar condições para que a equipe reconheça riscos e participe das melhorias.
Ao investir no desenvolvimento de seus líderes de enfermagem, o HAB fortalece uma cultura de aprendizado contínuo e reafirma seu compromisso com uma assistência segura, humanizada e alinhada à missão de servir, curar e salvar.